Raça. Raça? Raça! RAÇA! Raça. raça… Questione seu conceito de raça. Neguinho da Beija-flor tem mais gene europeu do que africano.

Eugenia, raça pura, classificação racial entre outras aberrações são maneiras das mais perversas para tentar dividir a raça humana. Biologicamente todos nós viemos da África e, graças à meiose, temos algo chamado ‘CROSSING OVER’, que promove a ‘VARIABILIDADE GENÉTICA’, que faz a diversidade acontecer. Todas as vezes que tentamos classificar as pessoas em raça, tivemos algum resultado indesejado e mal sucedido. Porém, não podemos negar 400 anos de escravidão por conta de uma certa cor de pele.

 Sabemos que a variabilidade genética é bem-vinda e é muito mais antiga do que imaginamos. Os eskimós do pólo norte oferecem a própria esposa para o visitante em sinal de agradecimento. No ritual antropofágico do índio brasileiro, o guerreiro capturado, antes de ser sacrificado, possuía as índias que quisesse, além de trazer novas palavras, pensamentos, enriquecendo a cultura da tribo que o capturou. Portanto, o homem, de uma forma ou outra, sabia que o cruzamento consanguíneo, a médio e a longo prazo, seria prejudicial.

Parece que essa regra serve para os seres vivos de uma forma em geral. Um bom exemplo da aberração que é dividir cães em raças e fazer cruzamento consaguíneos para manter um determinado ‘padrão’, que se mostra hoje, novamente mal sucedido. Nossos cães estão simplesmente deformados e com doenças nunca antes conhecida por conta de nosso próprio luxo. Analise as fotos desses cães e responda: são da mesma raça?

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

Esses cães estão virando verdadeiras aberrações em nome dessa tal de ‘RAÇA’. Infelizmente é um mercado multi-milionário, patrocinado pelo Kennel Club, que dita o que é ou não ‘RAÇA’. Doentio.

O objetivo desse post é fomentar a discussão para apreciarmos os mais diversos pontos de vista. Não podemos negar que pessoas são discrimininalizadas pela cor da pele ou por tipo físico. Gostaria de fazer uma clara separação entre reparação histórica e o moderno conceito de raça.

Participe de nossa enquete, vote e assista ao vídeo sobre ‘RAÇA’. Obrigado.

 

Neguinho da Beija-Flor tem mais gene europeu que africano

Publicada em 29/05/2007 às 11h11m     BBC

RIO – Neguinho da Beija-Flor, o sambista carioca que leva a cor da pele no nome artístico, é geneticamente mais europeu do que africano, indica uma análise do seu DNA feita a pedido da BBC Brasil como parte do projeto Raízes Afro-brasileiras.

De acordo com essa análise, 67,1% dos genes de Luiz Antônio Feliciano Marcondes, o Neguinho, têm origem na Europa e apenas 31,5%, na África.

“Europeu, eu?! Um negão desse”, disse, apontando para si mesmo e num tom entre divertido e desconfiado, ao ouvir o resultado do exame da amostra de saliva que enviou ao Laboratório Gene, do genetista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Antes de conhecer a conclusão surpreendente do teste, o sambista apostara que devia ser de 70% a 90% africano e que não teria um só gene europeu. “Não tenho olho azul, não tenho cabelo escorrido, não tenho nada de branco aqui. Da Europa, nada”, havia dito, brincando.

O geneticista Sérgio Pena explica a aparente contradição: “Os genes que determinam a cor da pele são uma parte ínfima do conjunto de genes de uma pessoa”.

Para o especialista, o resultado do exame de Neguinho é apenas a comprovação de que a cor da pele é, do ponto de vista genético, o equivalente à pintura de um carro. “É como a diferença entre um Fiat amarelo e um Fiat vermelho. Por dentro, são iguais”, comparou.

 Miscigenação intensa

Para chegar aos percentuais em questão, a equipe de geneticistas liderada por Pena analisou 40 regiões do genoma de Neguinho.

As seqüências genéticas (haplótipos) encontradas no sambista foram então comparadas com as registradas em bancos de dados internacionais e do próprio laboratório.

Segundo Pena, o resultado de Neguinho não é raro e reflete, simplesmente, a intensa miscigenação que houve e ainda há no Brasil entre índios, europeus e africanos. O próprio Neguinho tem, por exemplo, 1,4% de ancestralidade ameríndia.

O geneticista compara a análise do DNA genômico às pesquisas de intenção de voto, e destaca que o processo está sujeito a uma margem de erro que vai de 5% a 10%.

© British Broadcasting Corporation 2006. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem a autorização por escrito da BBC BRASIL.

About ricardonagy

Bacharel Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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One Response to Raça. Raça? Raça! RAÇA! Raça. raça… Questione seu conceito de raça. Neguinho da Beija-flor tem mais gene europeu do que africano.

  1. Victor says:

    E ai Nagy, olha eu aqui, o Victor do Anglo. heheheh
    Então, vim comentar essa reportagem. Quero dizer que os animais são classificados em raças distintas, e os seres humanos quando são classificados sempre trazem o sentido mais pejorativo na palavra raça devemos rever o que realmente isso querer dizer. O termo biológico correto é ECOTIPO ou VARIAÇOES GEOGRAFICAS. De certa forma se vamos classificar os seres humanos como variaçoes geograficas ou ecotipos devemos fazer o mesmo com os cães já que eles são apenas variaçoes geograficas criadas pela seleção artificial que iniciou-se la a 20 mil , 19 mil anos atrás. Ou então estaremos perpetuando o especiecismo que já existe nos EUA graças aos criacionistas.
    Se olharmos um dalmata como uma variação geografia de um cão sem raça ou um cão selvagem podemos também classificar os Bolivianos e os povos Tibetanos que vivem nas regiões de grandes altitudes como variações geograficas, ja que a seleção natural puniu com a morte (3mio anos atras) aqueles filhos que nasciam e tinham dificuldade de respirar. Isso quando os primeiros colonizadores desses locais o conquistaram.
    Hoje os que vivem lá, só vivem la porque seus ancestrais tinham um contingente de genes e adaptações que lhes permitiu perpetuar a familia e passar esses genes para frente. São seres humanos assim como nós e os Africanos, que tem a fibra muscular melhor no quesito corrida, ou que dependendo da situação não sofre de anemia falsiforme, aposto também que a maioria dos negros cantam muito melhor que os brancos, ou que o negro não apresenta traçoes de velhice como os brancos. No sentido pejorativo da palavra raça poderiamos classificar os africanos, quenianos uma Raça superior a nós brancos, descendentes de europeus.

    Só classificamos com o sentido pejorativo da palavra porque o componente histórico nos alienou e nos condicionou a crer que os negros são raça e são inferiores. Aristóteles tinha idéias preconceituosas contra os negros. Benjamim franklin também, olha a historia da Eugenia, leia Louiz agassiz,Paul Broca, Samuel Morton, Alfred Binet.
    Cesare Lombroso, até Langdon Down que descreveu a sindrome de down pela primeira vez acreditava que o desenvolvimento ontogenetico repetia o filogenético e que o homem com down na verdade havia parado num estagio anterior da evoluçao.

    Veja esta frase e o dono dela:

    “Existe uma diferença física entre as raças branca e negra, que… …impedirá que as duas vivam juntas em condições de igualdade social e política. …enquanto permanecerem juntas deverá existir uma posição de superioridade e uma de inferioridade… sou a favor de que essa posição de superioridade seja conferida a raça branca.”

    Abraham Lincoln 1809 – 1865.

    Variaçoes existem, entre animais, plantas e seres humanos, a diferença é que nos animais ela não é pejorativa, e nos homens sim. Defendo que há sim uma variação em cada um de nós graças ao ambiente em que estamos sendo condicionado e condicionando, porém defendo também que deve haver a extinção da raça, da palavra raça e que nós começemos a nos tratar como uma espécie com variabilidades genéticas assim como os animais.

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