Crueldade com animais. “Não podemos mudar aquilo que não conhecemos.”

Até que ponto chega a crueldade humana? Inspirado nos veganos (vide post sobre abaixo), juntei aqui alguns dos vídeos mais assustadores que já vi na vida. Trata-se de vídeos que mostram animais como gado de corte, frangos, porcos e outros de uma maneira que nos faz repensar certas práticas, como a de comer carne ou de boicotar qualquer comércio proveniente de tamanha crueldade. Como diria Nina Rosa Jacob, ativista e presidente do instituto Nina Rosa, em seu depoimento no documentário “Não Matarás”, link abaixo:

“Nossa tendência é não querer ver para não sofrer, mas não podemos mudar aquilo que não conhecemos.” “Se você ficar indignado, melhor, é assim que as mudanças acontecem.”Nina Rosa Jacob. Ativista e presidente do instituto Nina Rosa.

São cenas muito chocantes, mas que devem ser divulgadas, pois nos causam muita indignação.

Abaixo selecionei alguns links do Youtube com documentários clássicos e aterradores que nos farão pelo menos refletir sobre essas atrocidades.

 Meet your Meat (“Conheça sua Carne“),

  Earthlings (“Terráqueos”),

Chew on This (“Pense Nisso“) e o pioneiro brasileiro A Carne é Fraca, seguido de Não Matarás

 

 “O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons.” Martin Luther King.

O link abaixo é de uma organização que denuncia os abusos e essa violência desmedida, absurda e covarde. O vídeo contido lá é um dos mais violentos que eu já vi na vida. Cheguei até a passar mal. Acho no mínimo interessante que denunciássemos essa covardia sem medida que me deixa com vergonha de ser chamado de ser humano. 

http://www.peta.org/issues/animals-used-for-clothing/fur.aspx



About ricardonagy

Bacharel Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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10 Responses to Crueldade com animais. “Não podemos mudar aquilo que não conhecemos.”

  1. victor says:

    Não concordo com os veganos, mas não concordo também com a situação atual.
    Se partirmos do princípio que os animais são seres que sentem dor (e realmente sentem), e por isso deveríamos parar de comer carne então eu me pergunto “Porque raios Deus não criou leões herbívoros?” “e é que existe a porcaria de um Deus”. Eu poderia dizer que as plantas também são seres vivos e por isso não devem ser comidas. Se formos pelo princípio de que há vida, então sugiro que façamos fotossíntese.
    Portanto, somos comedores de carnes porque assim fomos modelados segundo as leis da evolução.
    De fato, até chimpanzés que comem folhas, se alimentam de macacos mono carvoeiros na África. Tucanos aqui na Mata atlântica, ou corujas se alimentam esporadicamente de filhotes de outros animais. A necessidade de proteína de carne é evidente para os animais mesmo que esporadicamente, portanto, cabe a nós este fato também.
    Obviamente que isso não se enquadra a todos animais do mundo.
    Por outro lado, nós humanos cujos trabalhos científicos nos remetem a 8 milhões de anos de evolução mostra que nossa dieta onívora surgiu a aproximadamente 2 milhões de anos. Segundo a revista Scientific american desse mês, os Australopitecineos (A. afarensis) já se alimentavam esporadicamente de carne, o Homo habilis foi o primeiro a criar ferramentas capaz de cortar animais e o domínio do fogo estava prestes a acontecer.
    Tanto que a carne cortada e esquentada na fogueira diminuiu o músculo masseter (ao longos dos milhões de anos) e permitiu uma mudança drástica na anatomia craniana e corporal da nossa linhagem ancestral.
    De lá pra cá nosso apetite se tornou voraz pela carne, tanto que temos essa situação hoje.
    O que vejo hoje é um cenário totalmente errado, tanto por lado das pessoas que defendem o herbivorismo quanto a necessidade extrema de carne. Isso é resultado de uma educação alimentar errada, ou melhor, de sua ausência. Não há um equilíbrio entre essas forças. Eu mesmo sou exemplo, não consigo deixar de comer carne, e sei que isso é resultado de uma educação alimentar errada. Também não justifica abandonar por total a esta necessidade. Deve existir a ponderação…
    Outro ponto em que temos que pensar são os aspetos éticos de se utilizar animais como alimento, até que ponto estamos matando por necessidade ou matar, e com que eficiência os animais são sacrificados?
    Eficiência consiste em fazer o animal sentir o menos dor possível durante o procedimento e que seja o mais rápido possível. São esses princípios que estão meio confusos ainda.
    Além disso, temos o uso de animais na biologia experimental. Alguns laboratórios estão conseguindo criar um sintético de sangue para poder fazer testes imunológicos sem a necessidade de utilizar animais (ou o seu sangue).
    Por outro lado, testes para quimioterapia, ou melhoria de tratamentos de câncer requer animais, como coelhos, quando o tratamento é para câncer na retina, já que a retina dos coelhos é anatomicamente semelhante a dos humanos.
    De novo entra a ética neste caso, pois tenho certeza que mesmo os vegans que tanto defendem os animais recorreriam ao tratamento de câncer nos olhos quando fosse oportuno, mesmo que esse tratamento tenha sido testado em animais. O medo da morte, da dor ou de definhar de câncer numa cama é grande. Cabe a todos nós averiguar com certa atenção o lado da bandeira que defendemos para no futuro não passarmos por hipócritas.

    • ricardonagy says:

      Nossa! Arrebentou, cara, parabns! Tambm concordo com vc. De novo camos na velha questo: educao. Com ela temos uma maior conscincias das nossas verdadeiras necessidades. Claro que usar animais para achar curas acaba sendo polmico, mas tambm h questes como o nvel de consumo: mais da metade dos brasileiros j est acima do peso. Os americanos, ento, nem se fala. Caso consumssemos mais racionalmente, talvez haveria menos polmica em torno do assunto. Mas, como vc disse, temos uma eduao alimentar errada ou ausente. Educao para o consumo, no seria esse um nome de uma disciplina que poderia ser implementada? Ab.

    • denise says:

      oi victor
      concordo com você, mas por favor deixe de usar argumentos rasteiros como “as plantas são seres vivos”. Você é inteligente demais pra isso, e sabe que quanto mais desenvolvida a parte neurológica, mais grave é o “atentado ao pudor”…

  2. victor says:

    Com certeza, educação no consumo, abordando energia, cobsolenscência, educação alimentar, até ambiental.
    Sõ educações que não se tem em casa, pelo contrário, o seio familia cresce condicionado por essa compulsão consumista. E essas educações também não temos no colégio, ou temos de forma bem vaga. Vale lembrar que disciplinas como sociologia e filosofia são recentes na nossa grade de escola. Em minha época de escola não tinha filosofia nem sociologia, imagine educação para o consumo, ou alimentar. Ainda estamos longe nesse quesito.

  3. Raphael Grazziano says:

    Alô Nagy, há quanto tempo! Vi teu post lá no face e vim dar minha opinião também.

    Como o amigo aí de cima, também discordo dos vegans: não acho que parar de comer carne é uma solução, nem usar coisas de origem animal. Se pararmos, a solução é o quê, virar vegetariano, parar de usar couro? Mas isso significa o quê? Porque no fim das contas, as opções que a gente tem também não são as melhores, e não porque as plantas vão virar as novas sofredoras, como o pessoal curte dizer. O problema é sair de uma produção extremamente violenta… pra cair em outra! Se esses filmes mostram a crueldade com os animais, também tem outros [que só ouvi falar, nunca vi] que mostram como a Monsanto monopoliza e institui o comércio de vegetais. E tem também os pesticidas, trabalho escravo na China… a lista de itens a serem boicotados é infindável.

    Pessoalmente, acho que nosso poder como consumidores é mínimo, porque se olhar bem não temos muita escolha: a produção industrial de carne tem uma crueldade strictu sensu muito maior do que a da cana-de-açúcar, mas no fim das contas elas são muito similares. Pra mim, a questão é mudar as formas de produção, porque elas têm um poder muito maior do que o consumo [o que não quer dizer que a gente pode virar o estereótipo norte-americano glutão e com todas as gadgets possíveis, mas que nossa ação social é outra].

    Abraço!

  4. Pessoal, gostaria de aproveitar o momento e divulgar meu site, o Nagy aborda temas muito bons no site dele, eu tenho um blog antigo e reformei ele, na realidade eu criei um novo no word press. Ele aborda muito sobre ciência, mas também diversos outros assuntos que tenham um pé na construção do conhecimento.

    Nagy, adicionei um link do seu blog no meu blog pra ajudar a divulgar suas idéias e comentários, visite ele depois.

    meu endereço é; http://www.victoro7.wordpress.com/

    ABRAÇO A TODOS!!!!!!!

  5. Acho que a solução não está em parar de comer carne, mas regular o quanto que comemos para manter uma alimentação saudável e evitar grandes danos à natureza e ao ecossistema…
    Mas a questão não é só essa. Além de regular a carne ingerida, é importante obter os melhores métodos para evitar a dor e sofrimento dos animais que serão sacrificados. Por mais que estes animais já estejam à beira da morte, fazê-los sofrer dessa maneira é como se um assaltante te torturasse antes de te matar, é um desrespeito à vida. Não é porque eles já vão morrer que devem sofrer assim.
    Onde já se viu? Bater um animal várias vezes contra o chão com ele ainda vivo e depois jogá-lo em um canto, agoniado, sofrendo? São coisas totalmente desumanas e desnecessárias. Acho totalmente possível continuar a se alimentar de carne diminuindo a dor que os animais sacrificados sentem.

    PS.: Dei uma olhada no seu site, Victor… Bem interessante e visualmente muito bonito!

  6. victor says:

    ai Nagy, tem de por mais reportagens aqui, cade???

  7. fernanda says:

    oi sor, como eu tinha te falado, vi os videos, mas vou te mandar o site que animais maltratados, o site é este aqui : http://www.freewebs.com/areapro/ sugiro que voce veja todos os topicos, obrigada sor, depois me fala o que achou. beijos

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