PUC altera média de 5 para 7 para 2012 – implicações e críticas

A direção da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo resolveu, semana passada, passar a adotar a média 7 para o ano letivo de 2012. O ‘grande’ argumento, espantoso para quem teve PAULO FREIRE em seu quadro de professores, foi a de aumentar a qualidade. O regimento interno de outras faculdades como a que mostro anexo é um reflexo claro da debilidade desse argumento. A questão não é ser contra a aumentar  ou diminuir a média. Espantoso fato é a facilidade com que se mudou um contrato celebrado com milhares de alunos de uma forma assustadoramente arbitrária. Prestou-se vestibular, celebrou-se contrato com determinadas regras e prazo certo para término da prestação de serviços de educação, acordado por ambas as partes, estudantes e prestador de serviço. Novas regras exigem novos contratos. Portanto, parece-me claro que só se aplicariam a novos ingressantes. Assusta o fato de uma universidade desse porte tomar uma decisão desse nível no feriado de carnaval, no qual sabidamente suas atividades estão extra-oficialmente suspensas. Assusta pelo fato de abrir um precedente perigoso, pois outros aspectos cruciais de renomados cursos da PUC poderão ser alterados com a mesma facilidade, como o número de anos do curso ou a supressão de matérias essenciais.

Está claro para mim, como professor de ensino médio, estudante de pós-graduação em educação e estudante de direito, que o problema está numa clara desvalorização dos professores mais renomados que fizeram a universidade ter o renome atual, que decai a cada ano. Está claro que esses professores respeitadíssimos e antigos de casa não estão satisfeitos e temem a qualquer semestre serem descartados, pois não estão “comprometidos” com a instituição porque não podem disponibilizar muito de seu tempo para receber um salário simbólico na PUC.

Não é com médias mais altas ou baixas que se faz uma faculdade e sim com uma direção e corpo docente COMPROMETIDOS com a QUALIDADE. A média ser 5 ou 7 ou 6 é irrelevante. Paulo Freire, que saudade.

Ricardo Nagy. CPF 18542016890

http://www.unip.br/universidade/regimento.aspx

Art. 77 O aluno somente poderá ser aprovado e/ou prestar exames com o mínimo de 75% (setenta e cinco por cento) de freqüência às aulas e demais atividades programadas para a disciplina.

Parágrafo único. A critério do CONSEPE, nos casos em que o conteúdo programático de uma disciplina de um período semestral for estritamente ligado ao conteúdo de uma disciplina do período semestral que imediatamente o antecede, poderá ser feita uma avaliação global, que definirá a aprovação ou a reprovação do aluno nas duas disciplinas, dos dois períodos semestrais consecutivos. Nesses casos, também o cômputo da freqüência será global, envolvendo os dois períodos semestrais consecutivos.

Art. 78 Os critérios de promoção, envolvendo simultaneamente a freqüência e o aproveitamento escolar, são os seguintes:
a) se a freqüência do aluno for inferior a 75% (setenta e cinco por cento), ele estará reprovado na disciplina;
b) em caso contrário, será feita uma avaliação de acordo com o previsto no artigo 74 e seus parágrafos.

I – Se a média semestral for maior ou igual a 7,0, o aluno estará aprovado na disciplina;
II – Se a média semestral for menor que 7,0, o aluno será submetido a exame;
III – Após o exame, a média para aprovação na disciplina será a média aritmética simples entre a média anterior do semestre, calculada de acordo com o artigo 74 e seus parágrafos, e a nota do exame;
IV – Se a média referida no inciso anterior for maior ou igual a 5,0, o aluno estará aprovado na disciplina;
V – Caso contrário, estará reprovado ou poderá, a critério do CONSEPE, ser submetido a uma avaliação especial.
VI – Mantida a reprovação, mesmo após a realização da avaliação especial, se concedida, o aluno ficará sujeito

About ricardonagy

Bacharel Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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