1984: obra-prima de George Orwell. V de vingança. Chaplin: Tempos Modernos. Foucault: vigiar e punir.

Obra de George Orwell, ‘1984’, na qual a figura do ‘Big Brother’ (daí o nome do programa) era emblemática. O espetacular livro foi escrito em 1948, por pressão dos editores o nome foi mudado para 1984. Foi, portanto, inspirado nos regimes totalitários das décadas de 30 e 40. Ele critica não só o stalinismo e o nazismo, mas toda a nivelação da sociedade, a redução do indivíduo em peça para servir ao estado ou ao mercado ou ao mercado através do controle total, incluindo o pensamento e a redução do idioma. Winstom Smith representa o cidadão-comum vigiado pelas teletelas e pelas diretrizes do Partido. Orwell escolhera este nome na soma da ‘homenagem’ ao primeiro-ministro Winston Churchill com o uso do sobrenome mais comum na Inglaterra. A intenção de Orwell era descrever um futuro baseado nos absurdos do presente.

O genial Chaplin, no filme ‘Tempos Modernos’, fez algo semelhante. A cena na qual ele vai fumar no banheiro e é surpreendido por uma imensa televisão que o vigia e o manda de volta ao trabalho, não dando nem chance de um pequeno descanso. Outro filme com claras referências aos regimes totalitários é ‘O Grande Ditador’, claras referências e críticas a Hitler e Mussolini.

Numa linha muito semelhante, vai o moderno V de Vingança. Claras referências à obra de Orwell, especialmente na figura da tela que vigia as ações dos cidadãos, cerceados do direito de acesso à cultura, e a clássica luta contra as ditaduras. O filme mostra a resistência de um herói que acaba por se tornar a resistência de uma nação e a luta para acabar com um regime ditatorial na Inglaterra.

Finalmente, nesse mesmo viés, há a grande obra de Michel Foucault, ‘Vigiar e Punir’, na qual destaca e analisa a figura do PANÓPTICO. Nessa grande obra, Foucault analisa grandes aspectos do sistema prisional e do controle como um todo:

Para Michel Foucault, “o panóptico é uma máquina de dissociar o par ver-ser visto: no anel periférico, se é totalmente visto, sem nunca ver; na torre central, vê-se tudo, sem nunca ser visto.”

Aprimorar as técnicas de coerção sobre os indivíduos que estão presos, através de uma normatização e padronização dessa arquitetura de vigilância constante. O indivíduo singular é punido universalmente através do CONTROLE DAS IDEIAS. Grande Obra e grandes filmes. Enjoy!!

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Sobre ricardonagy

USP/PUC-SP. Bacharel em Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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