Holocausto brasileiro. 60 mil mortes no maior hospício do Brasil.

holocausto brasileiro

O hospício Colônia, em Barbacena, MG, que funcionou na maior parte do século XX foi o cenário da morte de aproximadas 60 mil pessoas. O mais incrível é que 70% dessas pessoas, internadas à força, não tinham diagnóstico de doença mental. “

Eram epiléticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, gente que se rebelava ou que se tornara incômoda para alguém com mais poder. Eram meninas grávidas violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, homens e mulheres que haviam extraviado seus documentos. Alguns eram apenas tímidos. Pelo menos 33 eram crianças.”

Entre 1969 e 1980, 1.853 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. “Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos foram decompostos em ácido, no pátio da Colônia, diante dos pacientes, para que as ossadas pudessem ser comercializadas. Nada se perdia, exceto a vida.”

Livro-reportagem da jornalista Daniela Arbex, lançado em Junho 2013.

Nem precisa dizer que muitos presos políticos faziam parte desses ‘loucos’. Absurdo.

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Sobre ricardonagy

USP/PUC-SP. Bacharel em Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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