Tabagismo: homens e mulheres em divesos países. Países em desenvolvimento. Reportagem ‘The Economist’: cigarrettes women and men.

Estudos canadenses e americanos criaram um sistema de vigilância para comparar dados do uso do tabaco em diversos países – Global Adult Tobacco Survey (GATS). Foram examinados adultos (acima de 15 anos), em 14 países pobres ou de renda média, os quais são responsáveis pela maior quantidade de doenças relacionadas ao tabagismo.

Alguns dados interessantes: é muito mais provável que homens usem tabaco do que mulheres (48,6% contra 11,3%, respectivamente). No Egito quase não há mulheres tabagistas, o que reflete bem o poder que os homens ainda impõem por lá. No caso de Índia e Bangladesh, há o uso bastante disseminado de tabaco, mas mascado ou enrolado em folhas.

ciga women

De qualquer forma, o estudo reflete também que as mulheres, de uma forma geral, estão começando a fumar tão cedo quanto os homens, mas ainda são em número menor (48·6%  dos homens e 11·3% das mulheres) .

No Brasil o número de tabagistas é de 21,6%. Como se trata de um problema de saúde pública, fica claro o porquê do caráter restritivo de fumo em recintos fechados. Medida copiada da gestão do então prefeito de Nova Iorque, Bloomberg, que intencionava salvaguardar a saúde de quem trabalhava dentro de recintos fechados e estavam sujeitos à fumaça alheia.

Se são só 21,6% alguns podem se indagar: ‘então por que não proibir?’. Simples: isso só incentivaria o mercado clandestino e seria mais um motivo de preocupação por conta de contrabando e de gangues. A educação, a informação e a restrição ainda são alternativas muito mais viáveis para esse vício que é mais difícil de se livrar do que vícios de muitas drogas pesadas e ilícitas.

Há outros projetos de saúde pública que visam restringir o acesso de obesos a redes de fast food como McDonald’s etc ou ainda um projeto que prevê a medição do colesterol das pessoas antes de elas poderem se deliciar com um belo lanche. Claro que, na verdade, busca-se a diminuição dos gastos de saúde pública com essas pessoas.

Links para o estudo e para a reportagem da Scientific American abaixo:

http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(12)61085-X/abstract

(…) Findings

In countries participating in GATS, 48·6% (95% CI 47·6—49·6) of men and 11·3% (10·7—12·0) of women were tobacco users. 40·7% of men (ranging from 21·6% in Brazil to 60·2% in Russia) and 5·0% of women (0·5% in Egypt to 24·4% in Poland) in GATS countries smoked a tobacco product. Manufactured cigarettes were favoured by most smokers (82%) overall, but smokeless tobacco and bidis were commonly used in India and Bangladesh. For individuals who had ever smoked daily, women aged 55—64 years at the time of the survey began smoking at an older age than did equivalently aged men in most GATS countries. However, those individuals who had ever smoked daily and were aged 25—34-years when surveyed started to do so at much the same age in both sexes. Quit ratios were very low (<20% overall) in China, India, Russia, Egypt, and Bangladesh.

Interpretation

The first wave of GATS showed high rates of smoking in men, early initiation of smoking in women, and low quit ratios, reinforcing the view that efforts to prevent initiation and promote cessation of tobacco use are needed to reduce associated morbidity and mortality.

http://www.economist.com/blogs/graphicdetail/2012/08/daily-chart-3?fsrc=nlw|newe|8-20-2012|3169912|37938813|

Puffed out

Daily cigarette smoking by men and women

TOO many people use tobacco, hardly a new fact. But exactly how many people smoke where—as well as how old they are, how many cigarettes they smoke each day and at what the rate they quit—has remained somewhat blurry. A new study helps to change that. The World Health Organisation, America’s Centres for Disease Control and the Canadian Public Health Association created a new surveillance system to gather comparable data on tobacco use around the world. In the Lancet, Gary Giovino of the University of Buffalo reports the first results from the new survey. He and his colleagues examined adults (aged 15 and over) in the 14 poor and middle-income countries that account for most of the global disease burden from tobacco. He then compared the data with that from America and Britain. His findings are bleak. Men were much more likely to use tobacco than women—48.6% compared with 11.3%. The broad numbers mask some variation. In Egypt women barely smoke (just 0.5% do so daily) while female smokers in Poland puff through 15.5 cigarettes a day. By contrast, rates of cigarette use in India and Bangladesh are misleadingly low because both sexes favour smokeless tobacco and bidis (tobacco rolled in a tendu or temburni leaf). Most worryingly, women are starting to smoke younger. Eventually they may begin at the same age as the boys.

About ricardonagy

Bacharel Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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