USP despenca no ranking mundial. Reportagens Folha e Le Monde. Inglês como língua de acesso.

20131004-220315.jpgA USP não está mais entre as duzentas melhores universidades do mundo. É claro que a queda vertiginosa deve ser filtrada, mas um dos grandes fatores é, segundo reportagem da Folha, a grande resistência que o mundo acadêmico brasileiro tem em relação à língua inglesa. Parece um misto de resquício do passado com uma pseudo resistência a uma suposta americanização do ensino que, como bem apontada pela publicação de Le Monde Diplomatique, é incentivada por não americanos. Esclareço: a USP fica para trás na internacionalização das universidades e parece ignorar o fato de que dificilmente a comunidade internacional irá aprender português para ter contato com nossas produções científicas ou ter acesso a nossos cursos. O fato de a língua inglesa ser utilizada por muito mais pessoas do que os próprios nativos é sintomático de que se trata de uma língua cujo domínio já fugiu há tempos da exclusividade deste ou daquele país. Como bem apontado pela reportagem da Le Monde, até mesmo a anglofóbica frança está abrindo mão desse preciosismo não para americanizar sua educação, mas para aumentar o acesso de seus cursos principalmente a países emergentes como Índia, Coreia e Brasil. Segundo a reportagem da Folha, reformulações estão sendo feitas. ( really?! ) Links abaixo. Cheers.

Link para reportagem Folha de São Paulo

 (http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2013/10/1350715-usp-despenca-no-principal-ranking-universitario-da-atualidade.shtml)

USP despenca no principal ranking universitário da atualidade

SABINE RIGHETTI DE SÃO PAULO

(…)

PARA INGLÊS NÃO VER

Baty destacou ainda a importância da internacionalização nas universidades brasileiras para melhorar os resultados.

“É preciso incentivar o uso do inglês na sala de aula. Muitos países que não são de língua inglesa já usam o inglês no meio acadêmico.” Entre eles, estão a Holanda, a Alemanha e a França –países com universidades entre as cem melhores do mundo.

Essa bandeira do inglês tem sido destacada também por especialistas brasileiros.

De acordo com Leandro Tessler, físico da Unicamp e especialista em relações internacionais, há uma resistência interna na universidade brasileira ao inglês.

“Temos a tradição de resistir a cursos em inglês na universidade, como se fosse uma questão de soberania.”

Sem ter aulas em inglês, o Brasil perde pontos em boa parte dos indicadores do THE, que avaliam, por exemplo, a quantidade de alunos e de professores estrangeiros.

Além disso, as publicações científicas exclusivamente em português também diminuem a quantidade de citações recebidas por outros cientistas. Esse critério –as citações– valem 30% das notas recebidas por cada universidade.

O Brasil foi o único país que saiu do grupo de países com universidades entre as 200 melhores do mundo. Noruega, Espanha e Turquia entraram para o grupo de elite.

Link para reportagem da Le Monde Diplomatique. A word in your ear:

(by Serge Halimi)

http://mondediplo.com/2013/06/01ear

(…)

We are told that French universities, like the rest of France, are “bemused”: the people in them still speak French… The minister for higher education and research, Geneviève Fioraso, wants to get rid of this language barrier that discourages “students from emerging countries — Korea, India, Brazil” from coming to France.

(…)

The linguist Claude Hagège says that “the paradox is that today the people who are responsible for Americanisation and the promotion of English are not American.” Fortunately, people who are not French (notably in Africa and Quebec) have enabled cultural diversity to flourish. Political leaders should be inspired by their tenacity, not by the foolish fatalism of a few academics.

About ricardonagy

Bacharel Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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