Brasileiro trabalha mais que alemão e que japonês! Elogio ao ócio. Reportagem ‘The Economist’, dados FGV.

Dica do economista Antonio Pedro Faria. Reportagem da revista britânica ‘The Economist’ e dados da FGV mostram que o brasileiro trabalha, em média, 1.840 horas por ano. Os japoneses trabalham em torno de 1.700 horas por ano, já os alemães trabalham míseras 1.400 horas por ano! Os gregos, por outro lado, trabalham em torno de 2.000 horas por ano. Porém, a produtividade alemã comparada à grega é 70% maior.

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Na reportagem, os dados mostram que os grandes países da União Europeia diminuíram o número de horas trabalhadas de 1990 para 2012, ainda assim, aumentando a produtividade. No livro ‘Elogio ao ócio’ (In Praise of Idleness), ensaio de Bertrand Russell, filósofo inglês, prevê que as pessoas não trabalharão mais do que 15 horas semanais até 2030.

Pesquisas indicam que um ganho maior não necessariamente faz com que os tabalhadores queiram fazer mais: pode significar que eles queiram trabalhar menos, trabalhando com ‘metas’ de ganho, sugere um estudo feito por Colin Camerer e outros. O estudo sugere ainda que maiores possibilidades de ganho fazem com que os trabalhadores consumam mais daquilo que gostam, incluindo mais lazer.

A ideia de que as pessoas que trabalham menos horas são mais produtivas não é nada novo. Adam Smith:

“T]he man who works so moderately as to be able to work constantly, not only preserves his health the longest, but in the course of the year, executes the greatest quantity of works.”

Parece o famoso devagar e sempre, moderadamente e de forma constante, preservando a qualidade de vida e a saúde. Cheers!

Link para a reportagem ‘The Economist’

http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/09/working-hours

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About ricardonagy

Bacharel Direito PUC-SP. Pós-graduando em Direito Civil pela EPM-TJSP. Bacharel e Licenciado Letras inglês/português USP. Pós-graduado em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação PUC-SP.
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